sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

HAITI UM ANO DEPOIS


HAITI UM ANO DEPOIS




Fez precisamente um ano, a 12 de Janeiro de 2010, que um sismo de grau 7 da escala de Ritcher se abateu sobre o Haiti, provocando mais de 300 000 mortos, segundo fontes oficiais.

Uma onda de solidariedade percorreu todo o Mundo, recolheram-se milhões de dólares, constitui-se uma comissão de recuperação do país, liderada pelo ex – presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, mas um ano depois pouco foi feito.

O relatório da Oxfam, organização humanitária com sede na Grã-Bretanha, acusa esta comissão de falta de decisão e de constantes adiamentos. O relatório cita dados da ONU mostrando que apenas 42% dos 2,1 mil milhões de dólares prometidos para a reconstrução do Haiti, durante uma conferência internacional de doadores, efectuada em Março, em Nova York, foram de facto aplicados.

Mais importante, contudo, é a afirmação, no relatório, de que a comissão presidida por Clinton e pelo primeiro-ministro haitiano, Jean–Max Bellerive, ficou aquém do esperado em muitas áreas cruciais. “ …Perto de 1 milhão de pessoas ainda estão desalojadas. Menos de 5% do entulho foi removido, construiu-se apenas 15% das habitações temporárias necessárias e relativamente poucas instalações de água e saneamento básico”.

O relatório afirma que a Comissão só se reuniu algumas vezes desde a sua criação e caracteriza - se por “ políticas e prioridades frequentemente contraditórias”e precisa fazer mais para consultar o povo haitiano, bem como comunicar as suas decisões e funções.

O povo, um ano depois, continua em sofrimento, além da enorme tragédia que destruiu praticamente Port-au-Prince, sofreu uma epidemia de cólera, trazida por soldados sudaneses do contingente da ONU, segundo notícias de alguns jornais.

Milhares de pessoas deslocadas vêm-se agora obrigadas pelos proprietários dos terrenos aonde construíram as suas tendas a sair dos acampamentos.
Santa “Propriedade Privada” !!!

Desesperados questionam-se para onde é que vamos? O que podemos fazer? Perante as ameaças de expulsão por parte dos proprietários.

As autoridades permanecem indiferentes a estes apelos, apesar da recomendação feita a 18 de Novembro último pela Comissão Interamericana dos Direitos Humanos ao Estado haitiano para que “ adopte uma moratória sobre as expulsões dos acampamentos dos deslocados internos até que assuma de novo o governo”.

Para agravar a situação o país mergulha numa grave crise política após as contestadas eleições de 28 de Novembro de 2010, que ensombra e agrava o panorama social no Haiti.

Doze dos dezanove candidatos presidenciais pediram logo no próprio dia 28 a anulação das eleições, acusando de fraude e irregularidades a favor do candidato oficioso Jude Célestin, genro do actual presidente René Préval.

Um ano depois do terramoto, a reconstrução do Haiti não começou por falta de dinheiro e porque o povo haitiano foi excluído de todo o processo.

A Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH) presidida em conjunto pelo ex presidente americano Bill Clinton e pelo primeiro ministro haitiano Jean-Max Bellerive, está longe de dar os resultados que se esperavam.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O EXILIO

Ian Welden


En Dinamarca los hombres y mujeres que solicitan asilo político debido a persecución en sus países de origen son sometidos a una fría y cínica incredulidad acerca de sus reales motivos por algunos sectores de la población danesa.

Qué clase de persona es usted
capaz de creer ciegamente
que abandoné mis amadas cordilleras
pintadas de oro por una loca luna de verano;
mi profundo y amistoso hogar
inundado de sol, colores y voces;
mis dulces huellas olvidadas
en el jardín de juegos de mi escuelita;
mi cálida y silenciosa madre
con su perfume a pan recién horneado
y flores frescas recién cortadas;
Los secretos placeres de mi amante;
las gloriosas y sinceras risas de mis amigos;
los excitantes y afrodisíacos vapores
de mis alimentos y mis condimentos;
la conmovedora simplicidad
de llorar en mi propio idioma;
la reconfortante curiosidad
y sana promiscuidad de mis vecinos,
por un humilde cheque de cien dólares al mes,
una fría, húmeda y solitaria habitación
en un olvidado y derrumbado ghetto
del sector de los narcómanos
mendigos y gangsters de Copenhague?

Arte Visual "El Pueblo de mi Infancia", de Ian Welden.

TANTO MAR,TANTO MAR

TANTO MAR, TANTO MAR



CHICO!
MANDA UM CHEIRINHO TROPICAL


No dia da tomada de posse de Dilma Roussef, o General José Elito Siqueira, após ter assumido o cargo de ministro do gabinete de Segurança Institucional da Presidência, numa entrevista à Folha de São Paulo declarou que “ não podemos seguir em frente olhando para trás…não podemos estar a perder tempo” na tentativa de branqueamento da ditadura militar (1964 a 1985) no Brasil e de oposição à criação da Comissão da Verdade.

Para este General, tanto a ditadura militar como os casos de desaparecidos naquele período devem ser tratados como “ fato histórico”, mais afirmou: -“…Temos que ver o 31 de Março como um dado histórico para a nação, seja com prós e contras, mas com um dado histórico. Da mesma forma os “desaparecidos”.

As declarações do General, à Folha de São Paulo, causaram mal-estar no Palácio do Planalto, principalmente na “entourage” da Presidenta.

A ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário, reagiu imediatamente e disse: “ O Estado Brasileiro tem que resgatar sua dignidade em relação aos mortos e desaparecidos na ditadura (…) Não se trata de revanchismo”.
Ao tomar conhecimento do conflito ideológico entre o General e Maria do Rosário, dois de seus ministros, Dilma chamou de imediato o militar para dar explicações sobre as suas declarações contra a criação da Comissão da Verdade.
Depois deste “puxão de orelhas” da Presidenta, o General refugiou-se no fato de ter sido mal compreendido pelos jornalistas e que os jornais não retrataram o que ele disse.

O projecto de lei que cria a Comissão da Verdade foi enviado ao Congresso em Maio de 2010 pelo Presidente Lula da Silva e aguarda aprovação. De acordo com o projecto, a comissão, que tem por objectivo “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”

Há mais de trinta anos que famílias de adversários da ditadura e organizações de direitos humanos exigem do Estado brasileiro a localização dos restos mortais de 138 vítimas da repressão consideradas “ desaparecidas políticas”.

O Direito à verdade é reconhecido em todo o Mundo e por cá movimentos como o Não Apaguem a Memória e outros, trabalham para que todos conheçam a nossa História, sem os branqueamentos sucessivos dos nossos “ Siqueiras “, que pululam pelo aparelho de Estado e como o General Brasileiro sabem desculpar-se quando os ventos lhe são adversos.

Esperemos que o nosso próximo Presidente saiba também “puxar as orelhas” aos “Élitos Siqueiras” que espreitam pelo melhor momento para apagarem dos livros de História o período do fascismo em Portugal.

Sem sede de vingança, a reconciliação nacional só é possível se a história for conhecida e responsabilizarmos a Ditadura (1926 a 1974) pelas graves violações dos Direitos Humanos que cometeu, com vistas à sua não repetição.

"Tanto Mar" - Chico Buarque, falando e cantando

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1733158

PARA QUEM QUISER VER O DEBATE ENTRE OS 4 CANDIDATOS NO DN



http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1733158

CAMPANHA ( Fim da primeira parte)

Terminou a minha campanha para Bastonário da Ordem dos Médicos As eleições de 15 de Dezembro deram a vitória ao candidato de Coimbra, seguido da candidata da continuidade obrigando a uma segunda volta.
A minha candidatura obteve a medalha de bronze e por isso subiu ao Podium, em Lisboa-Cidade conquistou a medalha de prata ( 2ºlugar) o que muito me alegrou.
Agradeço aqui a todos os que me apoiaram e cito mais uma vez Martin Luther King,Jr :- "In the End, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friendes"
Quem tiver curiosidade em rever ou ver a minha campanha visitem o site http://www.jaimeteixeiramendes.com/
Os urubus voam cobiçando os votos dos meus apoiantes, mas a decisão das suas atitudes na segunda volta das eleições pertencem a eles.
Terei agora mais tempo para o blogue e o livro dos amigos do Pão?