terça-feira, 2 de abril de 2013
SENTENÇA HISTÓRICA
UM EXEMPLO A SEGUIR
Como já tinha relatado, anteriormente, neste blogue havia uma luta jurídica que se desenrolava na Índia, a propósito das patentes dos medicamentos entre os fabricantes indianos e a multinacional farmacêutica Novartis.
A decisão do Supremo Tribunal da Índia é histórica, sendo a sentença favorável aos fabricantes de genéricos indianos rejeitando a petição da Novartis, que pretendia registar a patente de um medicamento anti-cancerígeno que não tinha nenhuma diferença substancial com o genérico já comercializado na Índia.
A sentença do Tribunal colocou fim a uma batalha legal que durava desde 2006 em que a companhia farmacêutica Novartis pretendia anular uma disposição da Lei de patentes deste país que inclui salvaguardas para evitar registos abusivo de fármacos que não apresentem uma inovação. O que não existe na nossa lei em Portugal e permite que com uma pequena modificação se alonguem os prazos das patentes dos medicamentos.
Este dispositivo da lei, na Índia, fez com que este país se tornasse na farmácia dos países em vias de desenvolvimento, proporcionando medicamentos de qualidade a preços acessíveis. Quase 70% das exportações indianas estão destinadas a países do terceiro mundo, aonde nem os sistemas públicos de saúde, nem os doentes, podem pagar o preço dos medicamentos de marca, segundo denuncia da ONG, Médicos sem Fronteiras.
Se a Novartis tivesse ganho o processo, a Índia já não poderia fornecer medicamentos, nomeadamente retro virais a milhares de doentes com HIV nos países em vias de desenvolvimento, pois o laboratório iria pedir, de imediato, a extensão da protecção das patentes a outros medicamentos.
Só como exemplo, 80% dos 220 000 doentes com SIDA, que os médicos sem fronteira tratam no mundo, dependem de medicamentos genéricos fabricados na Índia.
A luta jurídica, começou com o medicamento anti cancerígeno Glivec. A petição do laboratório suíço era para concederem a patente de uma nova formula da molécula, já descrita em patentes outorgadas nos Estados Unidos e noutros países desenvolvidos.
Para se ter uma ideia dos custos, o medicamento de marca custava 2 600 dólares por doente e por mês e o genérico apenas 200 dólares.
No caso do tratamento dos doentes com SIDA, no ano de 2000, custava 10 000 dólares e hoje ronda os 100 dólares ( 80 euros) , isto devido à industria de genéricos indiana.
segunda-feira, 25 de março de 2013
A Janela do meu quarto
A Primavera não nasce e assim no nosso país só assistimos ao voo dos corvos e morcegos.
Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux sur nos plaines? assim é o inicio das palavras do "Chant des Partisans", que tantas vezes ouvi cantar na voz de Yves Montand..
Este texto está a afastar-se da sua intenção primitiva: - "A vista da janela do meu quarto".
É verdade, podem não acreditar mas eu via o Tejo, os barcos, a ponte Vasco da Gama, em construção e até o Montijo em dias claros.
Até ao dia que um Presidente de Câmara, ou será da Câmara, distraído, não olhou para o plano director da zona e deixou um construtor civil, talvez pouco honesto, construir este mamarracho que se vê ao fundo da foto, com mais de 14 andares. Só posso dizer F.da P.
De nada valeram os protestos. Por mais mal que digam dos suíços país da Banca e da Burguesia, por menos que este atentado aos direitos dos cidadãos, vi serem embargados muitos prédios. Mas lá existe e recorre-se com frequência ao REFERENDO, ao contrário deste país, e cumprem-se as decisões. Ou não fosse o país de Jean-Jacques Rousseau.
segunda-feira, 18 de março de 2013
O POPULISMO
O POPULISMO
A RTP comprou, de novo, uma das series mais antigas da
televisão norte americana, DALLAS. A família Ewing ou o que resta dela, com
mais uns actores novos que representam a nova geração ressuscitam a série e a
sua trama. O mau JR sempre a enganar o jovem e crédulo irmão mais novo, Bobby.
A série passa ao Domingo e precisamente ontem vi, num misto
de espanto e regozijo, que o mau irmão, o JR, tinha feito um negócio com uma
nova Mafia sul-americana, instalada nos Estados Unidos, após a subida de Chávez
ao poder na Venezuela. Assim à Mafia cubana veio se juntar a venezuelana
segundo a telenovela Dallas. O que a gente aprende na televisão!
E isto algum tempo antes da morte de Hugo Chávez Frias,
amado por muitos e odiado por tantos, sobretudo os venezuelanos fugidos para
Miami que como bons católicos festejaram a sua morte.
Salim Lamrani, doutorado em Estudos Ibéricos e Latino-americanos
pela Universidade de Paris IV, Sorbonne escreveu um artigo com o título 50
verdades sobre Hugo Chávez e a Revolução Bolivariana.
Vou tentar resumir algumas das verdades pela importância do
artigo tentando não trair o pensamento de Salim.
A primeira é que nunca na história da América Latina, um líder
político alcançou uma legitimidade democrática tão incontestável. Desde a sua
chegada ao poder em 1999, concorreu a 16 eleições e ganhou 15, a última em 7 de
Outubro de 2012. Derrotou sempre os seus rivais com uma diferença confortável e
todas as instâncias internacionais foram unanimes em reconhecer a transparência
dos escrutínios, inclusive James Carter ao declarar que o sistema eleitoral da
Venezuela era “ o melhor do mundo”.
O acesso universal à educação
iniciada em 1998 teve resultados excepcionais. Cerca de 1.5 milhões de venezuelanos
aprenderam a ler e a escrever graças à campanha de alfabetização denominada
Missão Robinson I, o que levou a UNESCO a decretar, em Dezembro de 2005 a
erradicação do analfabetismo na Venezuela.
A Missão Robinson II lançou-se para levar o conjunto da
população a atingir o nível secundário que passou de 53,6% em 2000 para 73,3%
em 2011, e o número de estudantes universitários passou de 895000 para 2,3 milhões no mesmo período.
Na saúde, criou-se o Sistema Nacional Publico que garante o
acesso gratuito aos cuidados médicos a todos os venezuelanos. Os centros
médicos multiplicaram-se, o número de médicos passou de 20 por 100 000
habitantes em 1999 para 80 por 100 000 em 2010 ou seja um aumento de 400%.
A taxa de mortalidade infantil passou de 19,1 por mil em
1999 para 10 por mil em 2012, ou seja uma redução de 49% e a esperança de vida,
no mesmo período passou de 72,2 para 74,3 anos.
Cinco milhões de crianças recebem agora alimentação gratuita
através do Programa de Alimentação Escolar. Em 1999 eram apenas 250 000 que usufruíam
deste apoio. Estas e outras medidas levaram a FAO a considerar a Venezuela o
país da América Latina e do Caribe mais avançado na erradicação da fome.
A taxa de pobreza, no mesmo período, passou de 42,8% para
26,5% e a da extrema pobreza de 16,6% para 7% em 2011.
O coeficiente GINI, que permite calcular a desigualdade num
país, baixou nestes anos (0,46 para 0,39) o que levou o PNUD a considerar a
Venezuela o país da região (América Latina) onde existe menos desigualdade.
Os pensionistas eram apenas 387 000 antes de 1999 e agora
atingem os 2,1 milhões.
A reforma agrária permitiu a dezenas de milhares de
agricultores serem donos das suas terras. No total distribuíram-se mais de 3
milhões de hectares.
A taxa de desemprego passou de 15,2% em 1998 para 6,4% em
2012, devido à criação de mais de 4 milhões de empregos.
No mesmo período, o salário mínimo de 100 bolívares (16 dólares)
passou para 247,52 bolívares (330 dólares) ou seja um aumento de mais de 2000%.
É hoje o salário mínimo mais elevado da América Latina. O horário de trabalho
reduziu de 6 horas diárias e passo a 36 horas semanais sem diminuição do
salário.
A divida pública era de 45% do PIB em 1998 passou a 20% em
2011. A Venezuela saiu do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial
reembolsando antecipadamente as suas dívidas.
Segundo o relatório anual do World Happiness de 2012, a Venezuela é o segundo país mais feliz da
América Latina, atrás da Costa Rica, e é o décimo nono a nível mundial.
Muitos outros pontos são destacados neste artigo sobre a
solidariedade internacional entre os quais o apoio monetário direto aos outros
países do continente americano superior ao dos Estados Unidos, que costumava
ser sempre o maior contribuinte.
Seria muito fastidioso de mencionar todas as outras
transformações positivas que surgiram na Venezuela sobre o governo de Chávez
estas chegam para compreender que tenha ganho em 15 actos eleitorais.
O NOVO PAPA
O novo Papa
Várias biografias de Francisco, soube agora que não se deve
pôr I, circulam nos media, algumas delas nada abonatórias do seu carácter.
Uma das acusações, mais recorrentes foi de que colaborou com
a ditadura argentina e chegou mesmo a denunciar padres da sua congregação, à polícia
politica argentina.
Um dos artigos, de Ernesto Carmona, El nuevo Papa colaboró com la dictadura militar argentina, começa
assim:- “ Jorge Mario Bergoglio, antigo Arcebispo de Buenos Aires, jesuíta
dedicado à docência durante muitos anos, nascido em Buenos Aires em 1936,
denunciou aos serviços de inteligência da ditadura militar, chefiada por Jorge
Rafael Videla (chefe do exercito) e Emilio Massera (chefe da marinha), os
sacerdotes jesuítas Francisco Jalics, Orlando Yorio, Luís Dourrón e Enrique
Rastellini.
Segue o documento fac-simile, retirado do livro “El
Silêncio” de Horacio Verbitsky, e difundido nas redes sociais, pelo historiador
chileno Sergio Grez.
Estas atitudes não me espantam, sabendo nós,
como actuou a hierarquia da igreja católica portuguesa, salvo raríssimas excepções,
durante a ditadura fascista e a guerra colonial.
Ao contrário da chilena os altos dignitários da igreja
argentina não se distinguiram pela defesa dos direitos humanos durante a
ditadura.
As acusações ao Padre
Francisco continuam pela voz, de Myriam Bregman, advogada de Patricia Walsh,
filha do jornalista e escritor desaparecido Rodolfo Walsh, que exigiu ao
tribunal que o citasse como testemunha, devido à denúncia feita pela catequista
Maria Elena Funes que o acusou de facilitar o sequestro dos padres jesuítas Francisco
Jalics e Orlando Yorio.
Perante esta citação, Bergoglio utilizou as suas
prerrogativas devidas à sua investidura negando-se a ir a tribunal, pelo que
obrigou este a deslocar-se à Cúria em Buenos Aires.
O Papa actual defendeu-se negando as acusações, mas declarou
que dois ou três dias depois do desaparecimento dos padres sabia que eles
estavam na Escola de Mecânica da Armada, local onde os presos eram torturados.
Coisa que ainda hoje, muitas Avós e Mães da Praça de Maio não sabem a respeito
dos seus netos e filhos, apesar de toda a busca intensa realizada.
À pergunta, como soube? Respondeu que falou com Videla e
Massera, mas muito tempo depois. Também reconheceu que quando os padres foram
libertados lhe contaram que ainda tinha ficado muita gente sequestrada na ESMA,
e este apesar de saber, não fez nada.
O que esta advogada recorda com mais pormenores foi, quando
o interrogou sobre o roubo de bebés durante a ditadura, a cara de Bergoglio.
Disse que só soube destes factos em 2000, quando toda a sociedade argentina e
mundial, conhecia a procura das Avós da Praça de Maio desde 1983.
Com esta política do silêncio, utilizada por muitas cúpulas da
Igreja Católica, não é de estranhar que sacerdotes como Christian Von Wernich,
condenados por serem autores do genocídio, do plano de tortura e do extermínio da
ditadura, não tenham sido excomungados e possam continuar a dar missa como
qualquer outro padre. O mesmo sucedeu com o padre Grassi, condenado em 15 anos
de prisão por pedofilia, e cuja expulsão a Igreja, comandada por Bergoglio seu confessor,
não mexeu um dedo.
Outra pergunta me inquieta: Será Bergoglio para a América do
Sul o que foi Karol Wojtyla para a Polónia e a Europa de Leste? Este,
evidentemente, não enfrenta a ideologia comunista que o Papa polaco enfrentou,
mas o denominado “populismo” dos países latino-americanos, provoca igual
aversão nos centros do poder económico, assim como na hierarquia católica no Vaticano
ganha pelo conservadorismo pós-concilio.
O nosso povo diz, com a sabedoria que lhe é peculiar, não há
fumo sem fogo. Será que os cardeais reunidos no conclave para eleger o Papa
desconheciam estas acusações ao Cardeal Bergoglio?
As primeiras notícias, transmitidas pelas televisões, dão-nos
conta de um Papa simples, conservador e desprendido das riquezas terrenas. Assim
seja!
Mas só o futuro nos esclarecerá, e como diz o Evangelho: “pelos
seus frutos o conhecereis”
Para quem queira aprofundar estes factos consulte o site: http://informeurbano.com.ar/NUEVAS-
REVELACIONES-SOBRE-EL-ROL-DE-BERGOGLIO-EN-LA-DICTADURA-/1561/
segunda-feira, 11 de março de 2013
QUE SNS?
“ Os médicos que supõem que a
medicina não tem nada que ver com a política enganam-se. No seu próprio âmbito
a medicina representa uma ciência da sociologia, sendo portanto uma parte
integrante da ordem social do Estado em que se pratica”
Virchow, anatomopatologista
alemão, séc.XIX
“Que Serviço Nacional de Saúde querem, de que
estão dispostos a abdicar, quais são as oportunidades que pretendem trocar para
ter um SNS mais geral e universal? “ Esta foi a questão colocada por Leal da
Costa, secretário de Estado da Saúde.
O Serviço Nacional de Saúde,
inscrito na Constituição da República Portuguesa, tem como objectivo a
efectivação, por parte do Estado, da responsabilidade que lhe cabe na protecção
da saúde individual e colectiva.
Qualquer que seja o sistema que ambicione
seja de permitir a cada cidadão de aceder aos melhores cuidados deve ser
financiado, e suficientemente financiado, pelo Estado ou por um sistema de seguros
organizados pelo Estado. O mercado não é capaz de garantir um equilíbrio da
oferta e da procura dos cuidados médicos, visto que ele produz exclusão ou sobre
consumo, ou ainda, como mostra o exemplo dos Estados Unidos da América, ambas
as coisas, conforme afirmou Ruth Dreifuss, ex - Presidente da Confederação Helvética.
Dentro dos sistemas de saúde
conhecidos, aquele que vigora em Portugal, com o financiamento por via fiscal,
é o que sai mais barato ao Estado.
Contudo, a gestão pública não
garante automaticamente a economicidade dos serviços à população, agravada
muitas vezes, como foi no nosso país, com nomeações partidárias de pessoas sem
nenhuma competência técnica.
Apesar de todos os erros
cometidos pelos sucessivos governantes da saúde em Portugal, o SNS resiste e verifica-se
que não somos dos países que apresentam maior desperdício.
Efetivamente, Portugal é o 2º
país com menor crescimento da despesa total em saúde, entre 2000 e 2009, e é o
terceiro país em que ela menos cresceu (relatório sobre os sistemas de saúde da
OCDE) Este relatório diz ainda que os custos administrativos representam apenas
1,7% da despesa, claramente abaixo da média de 3% da OCDE.
Nenhum outro sistema conduziria,
num período tão pequeno e tão pouco financiado, a tantos ganhos em saúde, como
por exemplo, o declínio enorme da mortalidade infantil e o aumento da esperança
de vida, apenas para citar dois índices.
Obviamente, o Serviço Nacional de
Saúde deve ser melhorado, mas para isso temos de contar com os profissionais de
saúde e as populações.
A diminuição do financiamento, a
maioria com cortes cegos por parte do Estado, chegou ao seu limite. Portugal é
já, um dos países da Europa, em que os cidadãos mais pagam pelo acesso à saúde
directamente do seu bolso.
É na relação médico/doente que
está a chave da diminuição do desperdício em duplicação de exames e de
consultas, neste coloquio não se deve renunciar aos tratamentos prometedores,
mas realizá-los ao menor custo.
A imposição de cortes financeiros
nunca deve ser feita pelas administrações ou pelo Ministério.
Há muito que venho pugnando por
outro tipo de organização do trabalho médico e da governação clinica nos
estabelecimentos de saúde, como uma medida de eficiência e também de poupança.
A evolução da sociedade, com o
avanço acelerado da tecnologia, não se compadece com modelos de trabalho
artesanal.
O trabalho médico deve organizar
-se em equipas multidisciplinares e de transdisciplinaridade, no sentido que
lhe deu Piaget. Pelo contrário, a fragmentação dos conhecimentos médicos,
devido à pletora de especialidades e sub especialidades, ao não serem
integrados em equipas multidisciplinares, não raras vezes têm originado o
aumento dos custos médicos sem melhorar o tratamento dos doentes.
Não é este o caminho que está a
ser seguido, e o ministro persiste mais nos cortes cegos e outras medidas, que
em vez de melhorar o SNS, por este caminho só o destrói.
quarta-feira, 6 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
AOS MEUS NETOS
AOS MEUS NETOS
Hoje
a terra onde nasceram já não vos acolhe e acarinha, como nós sonhamos para
vocês e pensávamos ter, com a luta de longos anos em Portugal e no exílio,
concretizado esse sonho.
Os
vossos avós nasceram num país cinzento, onde o sol não brilhava para todos e
havia policias que prendiam quem falasse mal do senhor que mandava em tudo,
quando crescemos e entendemos o que se passava nesta terra, lutámos para
afastar a miséria e a fome do nosso país e conquistarmos a liberdade e o
respeito pelos homens.
A
vossa avó foi presa e o vosso avô teve de fugir para um país distante, onde
nasceram os vossos pais. Vivemos aí quase dez anos, mas apesar de longe nunca
desistimos de lutar.
Numa
manhã os capitães revoltaram – se e correram com os senhores que mandavam neste
país e queriam continuar uma guerra, onde os nossos soldados iam morrer. Foi o
25 de Abril de 1974.
Vivemos
bons momentos, conquistamos a LIBERDADE, o bem mais precioso para o Homem, construímos
uma sociedade mais justa, onde todos podiam estudar, os doentes eram tratados,
aqueles que não tinham emprego eram ajudados e os mais velhos tinham o descanso
merecido.
Infelizmente,
os portugueses, nunca aprendem com a História e assim como em outras alturas
deixamos crescer o inimigo à nossa volta. Nunca esqueçam a DEMOCRACIA só se constrói
com democratas.
Mais
uma vez o nosso povo foi ludibriado e votou num governo que abriu as portas ao
estrangeiro, a democracia foi interrompida e quem manda neste país são os
representantes do capitalismo selvagem, a troika, cujo o objetivo é tirar tudo
o que conquistámos para vocês poderem levar uma vida digna e livre e
ocuparem-se com a defesa do planeta.
Ao
estudarem a história de Portugal, podem ver que os mais fracos, a arraia-miúda,
revoltam-se sempre contra os da “alta” quando estes contribuem para o
esmagamento da independência e entregam os destinos da mãe pátria aos
estrangeiros.
Foi
assim na revolução burguesa de 1383 – 85, na restauração em 1640, nas revoltas
de 1846-47 contra o cabralismo, na instauração da República em 1910 e no
derrube do fascismo em 1974.
A
gente da “alta” foi sempre a defensora dos interesses privados apátridas contra
as aspirações coletivas.
Por
isto os vossos avós vão lutar hoje, dia 2 de Março de 2013, pela demissão deste
governo de traição nacional.
Jaime Teixeira Mendes
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