domingo, 15 de dezembro de 2013
ABÍLIO
ABÍLIO, HOJE É O TEU ANIVERSÁRIO. COMO GOSTARIAS DE SABER QUE O TEU IRMÃO FOI ELEITO PARA PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DO SUL DA ORDEM DOS MÉDICOS.
Tanta água correu desde esta notícia do jornal de 1 de Agosto de 1974, quando vocês transformaram a vetusta Ordem dos Médicos em Sindicato. Muitas das transformações e da recuperação da Ordem pelos "Srs Doutores " tu ainda assististe em vida.
Mas também viste a construção do Serviço Nacional de Saúde e das Carreiras Médicas sempre com a oposição da direita, encabeçada pelo Gentil Martins. Direita que depois o abandonou à sua sorte. Ainda recordo uma das tuas celebres frases que te davam tanto gozo e a quem as escutava, nas tertúlias de café: -" O Gentil é o Vasco Gonçalves da Direita Médica." Lembras-te que eles tinham medo da socialização da medicina e da proletarização dos médicos e ironia do destino está a acontecer devido à privatização da saúde e da destruição da classe média pelo capitalismo financeiro.
Sabes que já quase destruíram o SNS, os Hospitais Públicos, as Carreiras Médicas e praticamente todo o Estado Social. Como é que podes saber, se não assististe ao renascimento do liberalismo e à traição dos socialistas com a famosa terceira via, nem ao crack financeiro mundial que começou nos Estados Unidos.
Imagina que este governo de direita, abro um parêntesis: Sabes quem é o primeiro ministro? É o Passos Coelho aquele puto da JSD, casado com uma das Doces, que tu me pediste para ver a filha que nasceu no Hospital Particular, fecho o parêntesis, baixou os salários dos trabalhadores e retirou dinheiro aos pensionistas. Aquela nossa ideia do trabalho gratificante para todos, de pôr ao serviço do Homem as novas tecnologias, reduzir os horários de trabalho para podermos ter mais horas de lazer e de fruição da beleza e do ambiente, já quase ninguém fala e tornou-se um sonho distante.
A nossa geração teve muitas alegrias mas à custa de muito suor e lágrimas, o fascismo, a guerra, o exílio e agora este capitalismo financeiro selvagem.
Selvagem porque utiliza a lei da selva, o mais forte esmaga o mais fraco.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
ELEIÇÕES PARA A ORDEM DOS MÉDICOS
Ontem, dia 12 de Dezembro de 2013, decorreu a votação para os órgãos de direcção da Ordem dos Médicos.
Os resultados definitivos foram conhecidos cerca das 2 da madrugada. A lista A encabeçada por mim ganhou com uma diferença de mais de 200 votos em relação à lista adversária. Assim, sou o novo Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos. o conselho com maior concentração de médicos do país, cerca de vinte mil.
A lista A, encabeçada por Carlos Silva Santos, concorreu e ganhou também na Distrital da Lisboa-Cidade, a maior distrital do país.
Apenas perdemos, por uma diferença de 12 votos, na lista C candidata à Distrital da Grande Lisboa, encabeçada pelo Dr. Ramon de La Féria.
Incongruências das regras do Conselho Nacional Executivo obrigou-nos nesta Distrital a trocar a letra A pela C, apesar de todos os esforços de esclarecimento muitos votantes não perceberam que era a lista por nós apoiada.
A defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Medicina e da Saúde da População é o nosso compromisso para com os médicos.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
ACORDAI
A foto reproduzida acima e publicada no Mail on Sunday, mostra dois soldados britânicos, pertencentes às tropas estacionadas no Afeganistão, a fazerem a continência nazi.
Sobre a bandeira da Grã-Bertanha inscreveram:-"INVICTA LOYAL", lema de um clube de fanáticos das tropas especiais.
A indignação no Reino Unido foi geral e surpresa por este gesto de soldados pertencentes a um povo que tanto sofreu durante a II Guerra Mundial com os ataques da Alemanha nazi.
Vários indícios do ressurgimento da besta nazi-fascista aparecem nesta Europa em crise.
Acordai! Europeus
Terão sido punidos estes soldados?
ORDEM DOS MEDICOS
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
LISTA A
ANÚNCIO DAS CANDIDATURAS AO CONSELHO REGIONAL DO SUL E ÀS DISTRITAIS DE LISBOA-CIDADE E DA GRANDE LISBOA.
NA FOTO: JAIME MENDES, CANDIDATO A PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DO SUL E CARLOS SILVA SANTOS, CANDIDATO A PRESIDENTE DA DISTRITAL DE LISBOA-CIDADE.
O CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA DISTRITAL DA GRANDE LISBOA, ARTUR RAMON DE LA FÉRIA, NÃO SE ENCONTRAVA PRESENTE.
IMPULSIONAR A MUDANÇA, PERSPECTIVAR O FUTURO, É O LEMA DAS CANDIDATURAS.
O FUTURO PREVÊ-SE NEGRO PARA O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE, OS MÉDICOS E A SAÚDE DOS PORTUGUESES.
POR ISSO DEVE ESTAR À FRENTE DA ORDEM UMA EQUIPA COM EXPERIÊNCIA, DETERMINADA E CORAJOSA.
AS ELEIÇÕES PARA O TRIÉNIO 2014/2016 VÃO REALIZAR-SE A 12 DE DEZEMBRO DE 2013
SIGAM A CAMPANHA NA PÁGINA: https//www.facebook.com/suleilhas
SIGAM A CAMPANHA NA PÁGINA: https//www.facebook.com/suleilhas
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Ignacio Ramonet: “Chávez es, desde Fidel Castro, el único líder universal”
PARA QUEM QUISER CONHECER CHÁVEZ SEGUNDO IGNACIO RAMONET
Ignacio Ramonet: “Chávez es, desde Fidel Castro, el único líder universal”
Ignacio Ramonet: “Chávez es, desde Fidel Castro, el único líder universal”
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
MANUEL TEIXEIRA GOMES
Ontem, no programa de televisão a Quadratura do Circulo, António Costa para justificar o regresso de Sócrates à política disse, que não conhecia ninguém que tivesse assumido um cargo de Estado e mais tarde se tivesse afastado completamente da politica.
Esqueceu-se de Manuel Teixeira Gomes, sétimo presidente da I República, o "exilado de Bougie", como ficou conhecido depois da obra de Norberto Lopes.
É de Paris que Afonso Costa sugere a candidatura deste intelectual para Presidente da República Portuguesa. Eleito a 6 de Agosto de 1923 resigna ao cargo em 1925 e exila-se voluntariamente na Argélia, mais concretamente no Bougie, onde fica até ao fim dos seus dias (1941), nunca mais tendo regressado à política ou à sua terra natal, desgostou-se da intriga e do maldizer próprio dos inimigos e dos jornais.
Inclusive, como a Sócrates, foi - lhe insinuada uma tendência homossexual, ele que tinha no seu currículo várias relações com o sexo oposto.
Inclusive, como a Sócrates, foi - lhe insinuada uma tendência homossexual, ele que tinha no seu currículo várias relações com o sexo oposto.
Nasceu no ano de 1860, em Portimão e cedo o pai, rico negociante algarvio viu que o seu filho nunca terminaria o curso de Medicina sendo a sua inclinação para a vida artística. Conheceu e travou amizade com os artistas da época, entre eles Columbano a que pertence o quadro acima exposto.
Filho de rico industrial algarvio, viajou por muitos países chegando a tratar dos negócios da família ( exportação de figos).
Republicano desde muito novo, aceitou o cargo de ministro em Londres após a revolução do 5 de Outubro, aí teve um papel importante nas relações com a Monarquia Inglesa, devido aos fracos recursos financeiros da nova Republica, paga do seu bolso a um secretário inglês para o ajudar na sua tarefa diplomática.
Adepto da intervenção militar portuguesa na Primeira Guerra Mundial, representou o País na Conferência de Versalhes e na Sociedade das Nações.
No seu exílio, em Argel, retomou a escrita publicando vários ensaios e novelas. Os seus escritos sobre viagens e memórias são hoje reconhecidos de uma beleza raras vezes atingida na literatura portuguesa.
Norberto Lopes, no prefácio de "O Exilado de Bougie", escreveu: "Pudera eu traçar-lhe o perfil que fosse digno da sua personalidade requintada, sóbria, simples como a de um grego do século de Péricles, magnânimo e brilhante como a de um príncipe florentino da Renascença"
Morre em 1941, aos 81 anos, num quarto de um hotel modesto no Bougie perto de Oran.
Segundo, Norberto Lopes, a dona do hotel ficou admirada de ter como hospede durante anos um Presidente duma República.
A Quadratura do Ciclo fez me recordar este vulto da História de Portugal, mas na realidade nada tem a ver com José Sócrates.
Filho de rico industrial algarvio, viajou por muitos países chegando a tratar dos negócios da família ( exportação de figos).
Republicano desde muito novo, aceitou o cargo de ministro em Londres após a revolução do 5 de Outubro, aí teve um papel importante nas relações com a Monarquia Inglesa, devido aos fracos recursos financeiros da nova Republica, paga do seu bolso a um secretário inglês para o ajudar na sua tarefa diplomática.
Adepto da intervenção militar portuguesa na Primeira Guerra Mundial, representou o País na Conferência de Versalhes e na Sociedade das Nações.
No seu exílio, em Argel, retomou a escrita publicando vários ensaios e novelas. Os seus escritos sobre viagens e memórias são hoje reconhecidos de uma beleza raras vezes atingida na literatura portuguesa.
Norberto Lopes, no prefácio de "O Exilado de Bougie", escreveu: "Pudera eu traçar-lhe o perfil que fosse digno da sua personalidade requintada, sóbria, simples como a de um grego do século de Péricles, magnânimo e brilhante como a de um príncipe florentino da Renascença"
Morre em 1941, aos 81 anos, num quarto de um hotel modesto no Bougie perto de Oran.
Segundo, Norberto Lopes, a dona do hotel ficou admirada de ter como hospede durante anos um Presidente duma República.
A Quadratura do Ciclo fez me recordar este vulto da História de Portugal, mas na realidade nada tem a ver com José Sócrates.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
LAGRIMAS DE CROCODILO
Lágrimas de Crocodilo
Lágrimas de Crocodilo são as vertidas pelos governantes italianos e europeus, perante a tragédia dos emigrantes e refugiados africanos que tentam desesperadamente chegar à Europa, fugidos da fome e da guerra.
Quando em Maio de 2008 o governo italiano aprovou o chamado "Pacote de Segurança", que tipificava como delito a imigração clandestina e crime, com pena de prisão, a quem ajudasse estrangeiros em situação irregular e isto com o aval dos governos e autoridades europeias. Onde estava a indignação?
O Governo Católico de Espanha deixou sem assistência sanitária quase 900.000 imigrantes. Aonde estava a dor?
A França, terra da Igualdade,Liberdade e Fraternidade, expulsa ciganos romenos porque incomoda a sua maneira diferente de viver. Onde estava a fraternidade?
O que é que as instâncias europeias fizeram?
Em Portugal o apoio aos poucos refugiados é reduzido. O que fizemos?
O Papa Francisco, filho de emigrantes, rezou e chorou os mortos em Lampedusa. Mas nós europeus não nos devíamos ter indignado antes, ao vê-los chegar, às praias do mediterrâneo, pobres vindos de nações ricas. Países com enormes recursos naturais e empobrecidos pela voracidade das grandes multinacionais, com a cumplicidade das oligarquias locais aliadas dos governos europeus.
Devíamos ter gritado quando vimos que a ajuda Norte/Sul se transformou numa grande farsa e resultou numa maior exploração destes povos condenando-os à miséria, são eles que mais tarde desesperados naufragam nas nossas águas.
Lampedusa, ou tantos outros casos que nem sequer conhecemos, são a vergonha desta Europa desumanizada e egoísta espelho das sucessivas politicas levadas metodicamente a cabo pelos seus governos. Os ideais de solidariedade e de capacidade de revolta perante as injustiças gritantes que se desenrolam aos nossos olhos, foram destruídos. Os povos da Europa solidária deram origem ao individualismo e à indiferença do que se passa com o vizinho do lado, para que de mãos dadas nos deixemos docilmente empobrecer, humilhar ou inclusive matar.
A politica neoliberal e o poder financeiro que comanda o mundo conseguiu, como nunca na nossa história recente, a concentração das riquezas nas mãos de muito poucos, são os tais 1%, que falam os indignados norte americanos. Empobrecem nações, mesmo na Europa, como acontece com Portugal, Grécia e Irlanda.
A contra revolução neoliberal não é só financeira mas também filosófica, desejam o aparecimento do homem novo, inculto, egoísta obediente e apolítico.
Margaret Thatcher, exprimiu -o, sem sombras de dúvidas, quando dizia que o objectivo era "mudar a alma" para que no mundo exista não uma sociedade mas indivíduos.
O Papa foi a Lampedusa e acompanhado de um mar de gente cristã rezou e chorou os perto de 500 mortos. Mas não se pode ficar por aqui, cristãos e não cristãos temos de combater as politicas neoliberais, reconquistar a humanidade que temos vindo a perder e começar a criar uma sociedade nova.
Temos de fazer jorrar de dentro de nós o que há de autenticamente humano, repudio à injustiça, revolta, amor, solidariedade, são os únicos sentimentos de onde podem nascer a consciência e a mobilização necessária para acabar com vergonhas como as de Lampedusa.
Quando em Maio de 2008 o governo italiano aprovou o chamado "Pacote de Segurança", que tipificava como delito a imigração clandestina e crime, com pena de prisão, a quem ajudasse estrangeiros em situação irregular e isto com o aval dos governos e autoridades europeias. Onde estava a indignação?
O Governo Católico de Espanha deixou sem assistência sanitária quase 900.000 imigrantes. Aonde estava a dor?
A França, terra da Igualdade,Liberdade e Fraternidade, expulsa ciganos romenos porque incomoda a sua maneira diferente de viver. Onde estava a fraternidade?
O que é que as instâncias europeias fizeram?
Em Portugal o apoio aos poucos refugiados é reduzido. O que fizemos?
O Papa Francisco, filho de emigrantes, rezou e chorou os mortos em Lampedusa. Mas nós europeus não nos devíamos ter indignado antes, ao vê-los chegar, às praias do mediterrâneo, pobres vindos de nações ricas. Países com enormes recursos naturais e empobrecidos pela voracidade das grandes multinacionais, com a cumplicidade das oligarquias locais aliadas dos governos europeus.
Devíamos ter gritado quando vimos que a ajuda Norte/Sul se transformou numa grande farsa e resultou numa maior exploração destes povos condenando-os à miséria, são eles que mais tarde desesperados naufragam nas nossas águas.
Lampedusa, ou tantos outros casos que nem sequer conhecemos, são a vergonha desta Europa desumanizada e egoísta espelho das sucessivas politicas levadas metodicamente a cabo pelos seus governos. Os ideais de solidariedade e de capacidade de revolta perante as injustiças gritantes que se desenrolam aos nossos olhos, foram destruídos. Os povos da Europa solidária deram origem ao individualismo e à indiferença do que se passa com o vizinho do lado, para que de mãos dadas nos deixemos docilmente empobrecer, humilhar ou inclusive matar.
A politica neoliberal e o poder financeiro que comanda o mundo conseguiu, como nunca na nossa história recente, a concentração das riquezas nas mãos de muito poucos, são os tais 1%, que falam os indignados norte americanos. Empobrecem nações, mesmo na Europa, como acontece com Portugal, Grécia e Irlanda.
A contra revolução neoliberal não é só financeira mas também filosófica, desejam o aparecimento do homem novo, inculto, egoísta obediente e apolítico.
Margaret Thatcher, exprimiu -o, sem sombras de dúvidas, quando dizia que o objectivo era "mudar a alma" para que no mundo exista não uma sociedade mas indivíduos.
O Papa foi a Lampedusa e acompanhado de um mar de gente cristã rezou e chorou os perto de 500 mortos. Mas não se pode ficar por aqui, cristãos e não cristãos temos de combater as politicas neoliberais, reconquistar a humanidade que temos vindo a perder e começar a criar uma sociedade nova.
Temos de fazer jorrar de dentro de nós o que há de autenticamente humano, repudio à injustiça, revolta, amor, solidariedade, são os únicos sentimentos de onde podem nascer a consciência e a mobilização necessária para acabar com vergonhas como as de Lampedusa.
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