sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Les Feuilles Mortes_Yves Montand à l´Olympia
Grande cantor e linda canção com versos de Jacques Prévert.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
4ª e última parte
A Despedida de Jerónimo
Jerónimo era uma figura querida e conhecida em Ouchy,
atrevo-me mesmo a dizer em toda a cidade. Tinha conquistado o coração de toda a
comuna de Ouchy, desde os empregados e donos dos inúmeros restaurantes como da
própria polícia que, como referi no capítulo anterior, exibia por detrás do
balcão um enorme falo representante da nossa louça popular das Caldas.
Um dia aziago, estava eu a estagiar no Hospital Cantonal,
no serviço de neurocirurgia do Professor Eric Zander ( 1918-1982), quando
entrou o nosso amigo com o diagnóstico de tumor cerebral.
O Professor Zander começava a sua visita à enfermaria às
7 horas, não tivesse ele o posto de tenente coronel do exército suíço. Os seus
assistentes chamavam à visita o içar da bandeira.
Para quem não sabe, abro aqui um parêntesis: os suíços
cumprem o serviço militar obrigatório
até aos 45 anos, normalmente durante 3 semanas ou mais conforme o
tirocínio para oficiais.
Quase todos os meus professores eram de altas patentes,
nunca abaixo de coronel.
Imaginem o meu espanto quando numa sexta-feira vi muitos
colegas meus fardados e a guardar as espingardas metralhadoras nos respetivos
cacifos.
Mas voltemos ao Jerónimo, foi-lhe diagnosticado um tumor
cerebral, ainda na época pré TAC,
localizava-se no lobo frontal e para os médicos suíços, com o seu
pragmatismo, a personalidade desinibida do meu amigo era já um sintoma da sua
doença. Nunca acreditei nesta causa-efeito.
A sua alegria de viver e o seu caracter desinibido em nada
tinham a ver com a presença de um tumor. O Jerónimo era assim.
Uma vez, mostrou-me um verdadeiro dicionário fonético
francês- português que ele ia escrevendo conforme ouvia uma nova palavra. Era
uma maravilha e ainda hoje arrependo-me de não ter ficado com uma fotocópia.
Após ser operado e extraído o tumor convidou toda a
equipa da neurocirurgia para uma almoçarada em Ouchy. Quando chegámos ao lago e
nos aproximámos do seu lugar de aluguer de barcos um cheiro muito meu conhecido,
mas desconhecido para os suíços, exalava a quilómetros de distância. O Jerónimo
tinha presenteado os suíços com umas ótimas sardinhas assadas.
Durante o almoço, várias foram as excursões de nativos
curiosos com aquele odor de um novo perfume que inundava o passeio à beira
lago.
Ainda viveu o 25 de Abril de 1974, mas com o meu regresso
a Portugal nunca mais vi o Jerónimo. Anos mais tarde fui a Lausana e já não
existiam os barcos de recreio Mendes-Rouge e, provavelmente, o das Caldas estará
guardado na casa do chefe da polícia aposentado.
Ficam as memórias desse tempo….

RACE DE CHAUVINS
Ontem fiz
uma saída pelo centro da cidade e foi impressionante o número de turistas
franceses que encontrei. Parece que no Porto e no Algarve sucede o mesmo.
Assistimos à
4ª invasão, depois das três incursões das tropas napoleónicas, mas em vez dos
jovens soldados e oficiais que por cá ficaram e certamente uniram-se em
matrimónio a muitas portuguesas,* hoje somos invadidos por sexagenários e neo-precários.
Estas
considerações vêm a propósito de um longo artigo publicado na revista Marianne**.
Depois de
muitas apreciações sobre o nosso país e características do nosso povo, sob o
sub-título "Le Portugais est beau", a revista escreve, com espanto e
admiração, que as portuguesas estão mais bonitas.
Não sei o
que se passou? Será da alimentação ou da descoberta do depilador elétrico?, diz
a jornalista e continua, até já têm uma top model, a Sara Sampaio.
Este é o
perigo das generalizações e dos preconceitos. A imagem das portuguesas para os
franceses, é das emigrantes dos anos sessenta com estatura mediana baixa,
peitos grandes, ancas largas e bigode. Race de Chauvin!!
Claro que
perante estas considerações, apetece-me também generalizar e concluir que os
franceses não se lavam, por isso desenvolveram a indústria dos perfumes. Nos
idos anos sessenta, mais de 60% das habitações em Paris não tinham casa de
banho e muitos dos portugueses exilados, oriundos de famílias da burguesia, frequentavam
os banhos públicos.
Quem escreve
este artigo desconhece, certamente, a beleza das portuguesas descritas por
Oscar Wilde que afirmava nunca ter visto olhos tão grandes e húmidos,
contrastando, com o olhar baço das britânicas. Nem sequer do nosso Eça quando comenta
que a francesa mais bonita de Paris era oriunda de Marco de Canavezes e a paixão de Mariana Alcoforado e do oficial francês Noel
Bouton de Chamilly, conde de Saint Léger. ***
Ou também o
que escreveu Augusto Walhelen, numa obra acerca dos usos e costumes dos povos:
"a bela carnação das portuguesas, os seus grandes olhos negros, os seus
dentes brancos e bem alinhados, os seus longos cabelos de ébano e a sua amável
vivacidade colocá-las-iam na linha das europeias mais sedutoras, se à graça das
francesas unissem a pequenez do pé espanhol”.
O Grande
Dicionário Universal do Século XIX, que começou a publicar-se em França em 1866,
coloca as mulheres de Guimarães como as mais belas de Portugal: "A cidade
de Guimarães está povoada de encantadoras portuguesas, notáveis pela beleza do
colo e pela energia das suas paixões amorosas”. E acrescenta: "As
inglesas e quase todas as alemãs são frias ou indiferentes ao amor; as
portuguesas, as italianas e as espanholas são mais susceptíveis de o sentir que
as francesas”.****
*Dizem
dever-se ao cruzamento com os franceses a pronúncia dos setubalenses carregando
nos rr
** Portugal, la belle vie low cost. (nº 1061, pgs 74,75,76,77)
** Portugal, la belle vie low cost. (nº 1061, pgs 74,75,76,77)
***
Cartas de amor de uma freira portuguesa
****http://umaszona.blogspot.pt/2007/02/as-portuguesas-vistas-por-estrangeiros.html
****http://umaszona.blogspot.pt/2007/02/as-portuguesas-vistas-por-estrangeiros.html
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Lago de Ouchy
As
Vacanças
(Termo que ainda hoje é patognomónico dos emigrantes portugueses
em terras francófonas)
A explicação do uso do termo vacanças deve-se a que a grande
maioria, se não a totalidade, dos nossos emigrantes nos anos sessenta e setenta,
nunca tinha tido férias, e pela primeira vez gozavam o direito a vacances nos países que os acolheram.
Além disso "a féria", para eles, estava associada ao
pagamento do trabalho executado. " Hoje recebemos a féria", dizia-se.
Voltemos ao nosso Jerónimo. Mesmo depois de ter o negócio em
Ouchy a funcionar em pleno, bem visível na enorme tabuleta, à beira do lago,
com os dizeres: "Mendes-Rouge bateaux
et pédalo ", Jerónimo trabalhou muitos anos sem nunca ter ido a
Portugal.
O apelido do Jerónimo era Mendes, talvez ainda fossemos
primos, pois da Maia a Matosinhos a distância é muito pequena.
Passado algum tempo, Monsieur
Mendes et Madame Rouge meteram-se no seu carro e foram a caminho para
Portugal. Resolveram atravessar o país de Norte a Sul, com algumas paragens
obrigatórias. Uma delas foi nas Caldas, onde compraram um enorme falo, que
julgo ainda permanecer na esquadra da polícia marítima de Ouchy, oferta do
Jerónimo.
A outra paragem foi no Algarve, onde o nosso amigo resolveu
parar numa pastelaria em Vila Real de Santo António e pedir para si e para a
sua querida uma torrada.
Não conheço nenhum país que faça torradas como em Portugal,
para os lados de França e da Suíça chamam-se toast, mas qualquer semelhança é pura coincidência.
Qual foi o espanto do casal quando viu chegar à mesa seis
pratos de torradas. Jerónimo tinha visto em outro lugar uma torrada com seis
fatias, como se faz no pão de forma, e por isso tinha pedido seis torradas! Os
algarvios malandrecos quiseram gozar com o emigrante
"ignorante", mas este deu uma enorme gargalhada e convidou todos os
empregados, e provavelmente o patrão, a comerem com eles as seis torradas,
oferecendo também os galões.
Este episódio que ele contou ao chegar à Suíça depois das
férias, mostrou a lhaneza deste emigrante e a razão por que gostávamos dele e nos
riamos com ele.
Continua…
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Segunda Parte
OUCHY
Jerónimo instalou-se na zona mais aprazível da cidade de
Lausanne, no pequeno porto à beira do lago Leman. Este é um dos maiores lagos
suíços que faz fronteira com a França, com as suas estações balneárias de
renome, Thonon e Évian-les-Bains, situadas na região da Alta Saboia, território
que pertenceu ao governo de Vichy durante a segunda Guerra Mundial.
Muitos foram os resistentes franceses (1940-1945) que
passaram por lá e mais tarde, durante a guerra da Argélia (1956-1962), muitos
patriotas atravessaram a região fugindo das perseguições policiais.
Em dias de neblina, com as águas do lago agitadas e com a
costa francesa escondida pelo nevoeiro, fazia recordar, aos mais nostálgicos, o
Atlântico da nossa costa
.
Quando o nosso amigo chegou a este lugar, onde a beleza da
natureza está em todo o seu esplendor, havia apenas alguns barcos a pedais para
recreio durante o Verão. No Inverno, com a agitação das
águas do lago, o porto de recreio estava sempre fechado.
Jerónimo não poderia ficar parado muito tempo. Assim,
começou a fabricar redes de pesca como tinha visto fazer, em miúdo, aos
pescadores da sua terra natal, e também barcos, como um verdadeiro armador. Garantiu-me
que nunca tinha sido pescador, nem armador.
Guardava os materiais num pequeno barracão junto ao lago,
propriedade de um velho suíço de quem se tornou amigo.
Jerónimo tornou-se no pioneiro da pesca do lago, prendendo la perche* nas suas redes, que vendia
aos restaurantes da zona e que era muito apreciada, acompanhada por um Fendant** fresquinho.
Passado algum tempo, Jerónimo casou com a filha do velho suíço,
a Madame Rouge. Certamente um casamento de amor. Presenciei muitas vezes as
carícias apaixonadas que trocavam, com a Madame Rouge a chamar-lhe mon querridô e ele a responder mon petit choux.
Todo o casamento é um contrato social e neste ninguém ficou
lesado, pois o meu amigo expandiu o negócio construindo mais barcos de recreio
e continuando com a pesca mesmo durante o mau tempo.
* A perca é um peixe de
água doce, muito saboroso.
**Vinho branco
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Contos da Emigração
Contos da Emigração
(escrita em
género de novela…)
O Jerónimo, conheci-o em Lausanne e rapidamente ficámos
amigos.
Oriundo de Matosinhos saiu a salto de Portugal, ainda muito
novo, atravessou a nado o rio Minho e a pé os Pirenéus, onde muitos portugueses
se perderam abandonados pelos passadores.
Pouco tempo ficou em Paris, onde a vida nos bidonvilles não
lhe agradou.
Chegou a Lausanne no início dos anos sessenta. Como? Não sei,
nunca lhe perguntei, nem ele me contou.
Quando precisei de um carpinteiro, indicaram-me o Jerónimo.
Estava inscrito no consulado com esta profissão.
A representação de Portugal em Lausanne era feita, à época,
por um cônsul honorário de nacionalidade suíça e durante alguns anos muitos
portugueses fugidos do país obtinham aí passaporte, alegando que lhe tinham
roubado os papéis.
Jerónimo era forte, moreno e de estatura mediana, alegre e
folgazão, e guardava uma pronúncia forte do norte.
Como muitos emigrantes, fugiu da fome que grassava em
Portugal, sem nenhuma preparação profissional ou instrução. Jerónimo era
analfabeto.
Mas tinha aquela característica do povo português, referida
por muitos filósofos e pensadores, o desenrascanço*.
Lembro-me do nosso primeiro contacto. Telefonei-lhe (era o tempo dos telefones fixos. Telefonávamos para Portugal de cabines públicas, onde segurávamos uma
moeda com uma pastilha elástica e um fio longo e assim que atendiam do outro
lado puxávamos a moeda. Mais um desenrascanço…) e perguntei-lhe onde
queria que nos encontrássemos e como o iria conhecer. Ele respondeu
prontamente: "Na estação de metro*, em Ouchy, e estarei com uma mama de
fora". Claro que mal desci na estação reconheci-o imediatamente, não
precisou de mostrar um peito fora da camisa. Era facílimo identificar aquele
português brincalhão no meio dos sorumbáticos suíços.
*dicionário Priberam: Capacidade de
solucionar problemas ou resolver dificuldades rapidamente e sem grandes meios
** em 1965, o metro em
Lausanne era um transporte de superfície que só tinha uma linha que ligava a
praça central da cidade, Saint François, ao lago do Leman. Os habitantes da
cidade chamavam-lhe Ficelle (o fio).
(Continua ...)
.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Carta
Aberta ao Primeiro-Ministro António Costa
A razão de os signatários se
dirigirem directamente ao Primeiro-Ministro decorre da análise que fazem da
actual situação no sector da saúde, a qual, quase a meio do mandato do governo,
permanece sem sinais de mudança que alterem a natureza do modelo de política de
saúde, promovendo a saúde dos portugueses e reabilitando e requalificando o
Serviço Nacional de Saúde.
As várias greves dos
profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico -, em
que se verificou tanto uma grande adesão desses profissionais como uma
considerável compreensão por parte da população, representam sinais que devem
ser entendidos e interpretados como manifestações críticas da situação que se
está a viver no sector.
O
diagnóstico que melhor caracteriza a saúde da população é dado pelos seguintes
indicadores-chave. (1) com 70% de esperança de vida saudável, os portugueses
tinham o mais baixo valor dos países do sul da Europa – Espanha, França, Itália
e Grécia; (2) com 32% de esperança de vida saudável aos 65 anos, os portugueses
ficam bastante aquém dos valores daqueles países; (3) no grupo etário 16-64
anos só 58% da população considerava que a sua saúde era boa ou muito boa,
quando na Grécia ou em Espanha é superior a 80%; (4) no grupo com mais de 64
anos aquela percepção é de 12%, sendo em Espanha e França superior a 40%; (5)
mais de 50% da população tem excesso de peso; (6) em 2016 verificou-se o maior
excesso de mortalidade da década, correspondente a 4 632 óbitos.
Nos
setenta e sete hospitais da rede pública, cerca de 800 000 utentes aguardam
com excesso de espera uma primeira consulta hospitalar, correspondendo a 30%
das primeiras consultas realizadas em 2016. Esse excesso varia entre 2 ->
800
dias. Mais de oitocentos mil portugueses não têm médico de família atribuído.
Entre 2014 e 2016 verificou-se um aumento de 529 000 urgências. Em seis
anos (2009-2015) a despesa pública da saúde diminuiu quase dois mil e
quinhentos milhões de euros, tendo passado de 6,9% para 5,8% do PIB.
Esta
situação é já bastante preocupante. Continua a insistir-se num modelo de
política de saúde exclusivamente orientado para o tratamento da doença e
centrado nas instituições de saúde. Quando a regra é ser-se saudável e a
excepção é estar-se doente, a quase totalidade dos recursos são canalizados
para a excepção, embora a promoção e a protecção da saúde sejam as condições que
mais contribuem para melhorar o bem-estar das pessoas e das comunidades, e a
estratégia que torna os sistemas de saúde sustentáveis.
Mas
mesmo quando se trata da prestação de cuidados na doença, o acesso mantém-se
como o maior obstáculo aos serviços de saúde no momento em que são necessários,
com as consequências daí decorrentes para a saúde dos doentes. Os tempos de
espera inadmissíveis são disso a melhor evidência e a afluências às urgências o
pior sintoma da disfunção que reina no sector.
O
sistema público de saúde carece do financiamento ajustado à sua missão:
promover a saúde, prevenir e tratar a doença. Sem essa condição não só o SNS vê
reduzido um dos seus principais valores, a cobertura universal, como as
respostas que vai dando são canalizadas quase exclusivamente, e já em condições
precárias, para o tratamento da doença.
Os
signatários desta Carta têm uma longa história de serviço público no Serviço
Nacional de Saúde. A maior parte deles contribuiu para que ele se implantasse
nos primeiros anos da sua criação, foram seus profissionais desde então e
bateram-se por diversas vezes contra os ataques que lhe foram movidos. Não
estão, por isso, dispostos a assistirem ao seu progressivo definhamento. Se,
como é defendido, o SNS representa um dos mais relevantes serviços que a
democracia tem prestado aos portugueses, então há que proceder á mudança que se
impõe da política de saúde. Passados 38 anos da sua criação, o SNS não pode
ficar imóvel e alheio aos desafios que lhe são colocados. Nesta exigência
estamos acompanhados pelos mais prestigiadas autoridades na matéria, como Ilona Kickbusch,
David Gleicher e Hans Kluge da OMS, Nigel Crisp, coordenador da Plataforma Gulbenkian Health in Portugal e Tonio Borg,
comissário da UE para a saúde
Por
isso nos dirigimos a si, senhor Primeiro-Ministro, na expectativa de que seja
sensível a esta necessidade inadiável e tome as decisões que a situação
descrita exige. Entendemos e reconhecemos que as medidas a tomar, dada a sua
natureza, não produzem efeitos imediatos. É no médio e longo prazo que os
resultados se tornam demonstrativos da razão que assiste às soluções para as
quais estamos disponíveis a dar o nosso contributo. Mas é imperativo que se
comece já.
Lisboa,
Aguinaldo Cabral, Alberto Mendonça
Neves, Almerindo Rego (Presidente do Sindicato dos Técnicos
Superiores de Diagnóstico e Terapêutica),
Ana Abel, Anita Vilar, António Manuel Faria-Vaz, Armando Brito de Sá, Augusto
Goulão, Carlos Leça da Veiga, Carlos Vasconcelos, Cipriano Justo, Deolinda
Barata, Fernando Gomes (ex-Presidente do Conselho Regional do Centro da
Ordem dos Médicos), Francisco Crespo,
Francisco Paiva, Guadalupe Simões (Vice-Presidente do Sindicatos dos
Enfermeiros), Henrique Delgado Martins,
Isabel do Carmo, Jaime Correia de Sousa,
Jaime Mendes (ex-Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos
Médicos), João Álvaro Correia da Cunha, João
Cravino, João Proença, Jorge Espírito
Santo, Jorge Seabra, José Aranda da Silva (ex-Bastonário da Ordem dos
Farmacêuticos), José Carlos Martins (Presidente
do Sindicato dos Enfermeiros), José
Frade, José Manuel Boavida, Manuel Sá Marques (1º Presidente do Sindicato
Médico da Zona Sul), Maria Augusta de
Sousa (ex-Bastonária da Ordem dos Enfermeiros), Maria Gorete Pereira, Maria João Andrade, Maria Manuel Deveza,
Mariana Neto, Mário Jorge Neves (Presidente da Federação Nacional dos
Médicos), Nídia Zózimo, Paulo Fidalgo, Patrícia
Alves, Pedro Miguéis, Rui de Oliveira ( ex-Presidente do Conselho Regional do
Sul), Sérgio Esperança (ex-Presidente do Sindicato dos Médicos da Zona
Centro), Sofia Crisóstomo, Teresa Gago
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