quinta-feira, 14 de dezembro de 2017




Diapositivo retirado da  comunicação que apresentei no VII Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, no Porto em 2016





"Um sistema de saúde cuja ambição é de permitir a todos o acesso aos melhores 

cuidados de saúde deve ser financiado, e suficientemente financiado, pelo Estado 

ou por um sistema de seguros de saúde organizado pelo Estado. O mercado não 

está apto a garantir um equilíbrio de oferta e de procura de oferta médica, porque ele 

produz quer a exclusão, quer o sobre consumo, ou ainda, como mostra o exemplo 

dos Estados Unidos, as duas coisas.”

palavras de Ruth Dreifuss ex Presidente da Confederação Helvética

segunda-feira, 27 de novembro de 2017




Infelizmente este artigo continua muito actual, ainda nada foi mudado





O  ZÉ*

“Onda de frio em Portugal” noticiava a televisão. Isto é que é frio, resmungava o Zé, habituado a temperaturas de 10 graus negativos na sua terra natal e com pouca roupa para o agasalho, aquecendo-se com um copo de aguardente, apesar dos seus dez anos de idade, quando acompanhava o pai no trabalho do campo, mesmo quando no inverno não havia muito que fazer.
“Desculpa de mau pagador para justificar o aumento de mortes, neste mês de Janeiro de 2015, mais mil mortes que no ano anterior, e oito nos serviços de urgência dos hospitais”, dizia entredentes o Zé.
Frio e calor conhecia ele quando teve de ir trabalhar nas minas da Urgeiriça. Comer uma sardinha no pão e sopas de cavalo cansado todos os dias não era vida… Aí deu cabo dos pulmões, porque a saúde pública era coisa dos livros. Um dia, um médico viu-o à radioscopia e disse: Zé procura outro modo de vida antes que a mina dê cabo de ti.
Então chegou o dia de ir às sortes e embarcar para a Guiné para combater os turras.
Veio de lá desfeito. Nunca tinha visto homens morrerem ao seu lado e nunca tinha morto ninguém. Calor não faltava! Quando deu baixa ao hospital militar, ficou a saber que tinha apanhado a sífilis em Lisboa e as sezões em África. Terminado o seu contributo patriótico ficou de novo sem nada. Casou. A Maria teve cinco filhos, alguns, sabe-se lá como nasceram: um veio atravessado e foi o cabo dos trabalhos. O dinheiro era pouco e resolveu emigrar.
Que frio de rachar! Até os ossos lhe doíam nos bidonvilles de Paris e mais tarde nas montanhas da Suíça.
O Zé regressou com algum dinheiro que angariou lá fora, mais uma pequena pensão. Riu e chorou com o 25 de Abril.
Agora queria descansar e ser tratado com dignidade quando está doente e recorre aos hospitais e sobretudo não queria morrer sozinho num corredor de um hospital.
O Serviço Nacional de Saúde, obra dos profissionais de saúde, conseguiu ganhos em saúde como nunca se tinham atingido em Portugal. Basta comparar indicadores como as taxas de mortalidade infantil (77,5%o em 1960 per 2,9%o em 2013) e o aumento da esperança de vida à nascença que agora se situa ligeiramente abaixo da média da OCDE. Contudo, se considerarmos a esperança de vida saudável, isto é sem doenças crónicas, o país encontra-se muito abaixo da média da OCDE.
A Maria e o Zé não querem morrer sozinhos - os filhos estão todos no estrangeiro - no corredor de um hospital.
Temos obrigação, perante os Zés e Marias deste país, de exigir uma política de Saúde correta, com a implementação de uma estratégia que corresponda às necessidades de toda a nossa população, incluindo o milhão e tal de idosos.
Não é de espantar que os nossos e Zés e Marias, agora com 76 anos, sofram de várias doenças, consequência da vida difícil que levaram.
As leis do mercado não funcionam na Saúde. O Estado tem que intervir, e bastante, se quer cumprir o que ficou inscrito na Constituição.
Onde está a rede domiciliária de apoio? Quem a controla? Onde está a rede de cuidados continuados? Porque se reduziu o número de camas hospitalares? Porque só agora deixam os hospitais contratarem diretamente profissionais de saúde (auxiliares, enfermeiros e médicos)?
E o reforço nas urgências, que poderia ser prestado pelos médicos reformados numa situação de emergência, porque é que só agora se vai legislar?
Este ministro, na sua obsessão de cortes nas despesas e nas medidas de austeridade, que ultrapassaram as exigidas pela TróiKa, como o congelamento de salários e a redução das despesas em horas extraordinárias, é o responsável pelo caos nas urgências deste país que não aguentam uma baixa de temperatura térmica e uma “epidemia de gripe”.

O Zé e a Maria exigem: senhor ministro demita-se !

*Artigo Publicado no Público em Janeiro de 2015

terça-feira, 17 de outubro de 2017

In MEMORIAM II

IN MEMORIAM II


ABÍLIO MENDES NO CONSULTÓRIO DA ANTÓNIO AUGUSTO DE AGUIAR

Na aurora (2)

Na primeira parte deste artigo destaquei a importância do desenvolvimento dos sentidos entre eles o tacto.

Passo a transcrever a continuação da primeira parte do artigo publicado no nº 16 de Julho de 1965 do Boletim do Clube do Pessoal da Companhia Nacional de Electricidade ( CNE) actual EDP.
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"...De todas as expressões da criança que atestam a mais rápida maturidade dos seus sentidos, são, sem dúvida, aquelas que se evidenciam na mão que vêm marcar o mais luzido progresso do Homem de amanhã. Nascendo de mãos abertas num oferecimento da sua solidariedade, executa movimentos síncronos, à esquerda e à direita, testemunhos de um equilíbrio potencial dos hemisférios cerebrais. O espectáculo dos trabalhos de iniciação plástica da criança de hoje auguram provavelmente um progresso futuro das capacidades intelectivas no homem de amanhã. E assim veremos quanta responsabilidade cabe à tarefa educativa da primeira infância. Todos os seus gestos indicam um interesse pelo conhecimento táctil. Mais ou menos rápidos e vibrantes, a principio, tornam-se mais rítmicos e ordenados depois. Cada célula que se acende no cérebro associa-se a outras e muitas outras, impondo as limitações justas.

Cabe a cada Mãe estimular ou suavizar os seus movimentos, ajudando a moderar um impetuoso ou a acelerar um pachorrento.  Um cerebrotónico ou um somatónico têm solicitações pedagógicas adequadas.

Ao fim da fase parasitária, à entrada do 2º trimestre, a criança constata que os movimentos dos dedos são impulsionados por uma vontade que se define. Assim, a visão, o tacto e os primeiros gestos condicionados dos deditos vão estruturar uma primeira noção de relevo. E a pouco e pouco o espaço será delineado em trajectórias percorridas repetidamente, sem descanso, no objectivo de quem conquista o desconhecido. A criança dá-nos deste modo o testemunho do seu alcance visual.

É necessário começar também a aguçar o seu gosto pelos alimentos. Comer à colher os seus alimentos ricos em vegetais, é estimular o desenvolvimento de sistemas auto-reguladores da mastigação, insalivação e deglutição. Tudo será feito com o cuidado de quem ensina a tornar vivo o paladar num saboreio constante das refeições mais variadas, agora. Não será um glutão como não será um insípido. De face esguia e olhar vivo, a criança começa a formar a sua mímica, de molde a abandonar a expressão balofa do menino que mama. A saliva crescente nesta idade será gasta na digestão dos alimentos que permanecem algum tempo na boca. A deglutição far-se-à automaticamente pelas goteiras laterais da faringe e o estômago tomará então uma nova forma, menos deitado e de sístoles mais ritmadas. A forma do ventre do menino e a base do seu tórax dependem muito da maneira como são tomadas as suas refeições e do respeito dos intervalos digestivos.

Começa, portanto, a formar-se a independência da criança e eis-nos chegados às primeiras matinadas.



sábado, 14 de outubro de 2017

Nacionalismos

Ver parte da região catalã em França.  Pirenéus Oriental



Nacionalismos
Habla castellano! Habla Castellano! Habla Castellano ! Popoo! Popoo! Popoo! chamada desligada
Estávamos em casa do Torres, colega do meu irmão Abílio no colégio. Eu devia ter uns dez anos e nunca mais me esqueci.
O Torres era um catalão que vivia no Estoril, como os condes de Barcelona1, mas além desta coincidência (?), era o melhor guarda-redes de andebol do Colégio Infante Sagres. Admirava-o pela sua destreza e os voos espetaculares na defesa à baliza apesar da sua forte constituição, que hoje seria mesmo classificada de obesidade.
Um dos seus entretimentos era irritar as meninas do PBX 2 em Espanha (nos anos 50 todos os telefonemas passavam por telefonistas em centrais telefónicas manuais ) quando  telefonava para a sua avó, em Barcelona, e falava em castelhano.

Franco, o ditador, tinha proibido a língua catalã, falada ou escrita, em toda a Espanha. O fascismo tinha saído vencedor e todo o poder ficou centralizado em Madrid, de tal forma que se chegava ao ridículo de que em qualquer ponto de Espanha os marcos na estrada mostrarem sempre a distância a que ficavam da capital.  

No Natal de 1938, as tropas fascistas iniciam o ataque à Catalunha que termina em fevereiro de 1939, com duzentos mil soldados republicanos feitos prisioneiros. São interrogados, separados, e os presumíveis culpados executados. Os outros,  libertados alguns meses depois, virão a ser os párias do regime. O fim da Catalunha foi o começo do grande êxodo, são trezentos mil a fugir para a fronteira. As tropas franquistas encerram a última fronteira. Os vencidos não podem já escolher o exílio.
A 31 de Dezembro de 1939, Franco proclama: "Do que precisamos é de uma Espanha unida, consciente. É preciso liquidar os ódios e as paixões deixadas pela nossa guerra passada". Não conseguiu, com a repressão, prisão e morte nos trinta e seis anos que reinou em Espanha, tal como antes a República Espanhola também não tinha conseguido.

Juan Negrin 3, presidente do governo da Segunda República, disse em plena guerra civil:"Não estou a fazer a guerra contra Franco para que se reviva em Barcelona um separatismo estúpido e medíocre".
O presidente Azaña 4 também se mostrou profundamente pesaroso com o nacionalismo catalão pelas, segundo ele, "escandalosas provas não solidárias e de indiferença, de hostilidade, de chantagem que a politica catalã destes meses deu à República". Momentos de alta tensão viveu-se entre a coligação republicano-socialista que governava Madrid e a Esquerda Republicana, maioritária na Catalunha.
Indalecio Prieto 5 chegou a afirmar que a atitude da ERC, desde a proclamação da República, constituía " um acto de deslealdade" como nunca tinha conhecido em toda a sua vida política". Mesmo no mais aceso da guerra civil espanhola as relações entre Madrid e Barcelona foram más, como mostra a decisão dos comunistas de considerarem fora da lei o (POUM) Partido Operário de Unificação Marxista e a proclamação por Negrin da ilegalidade desta organização. Durante a clandestinidade a esquerda espanhola e o nacionalismo catalão tentaram melhorar as suas relações. Socialistas e independentistas bascos e catalães aspiravam a criar uma "Comunidade Ibérica das Nações". Sol de pouca dura! Todos os povos de Espanha e Portugal sofreram as ditaduras fascistas.

Os governos pós franquistas também não conseguiram resolver este problema dos separatismos catalães e bascos. Rajoy e o PP são os herdeiros diretos do franquismo e na sua estúpida e brutal reação ao referendo catalão (juridicamente ilegal) conseguiram fazer mais adeptos independentistas do que nos 500 anos de luta da Catalunha pela separação de Espanha.

Como declaração de interesses digo que nada me une a uma ou outra parte.
Sou apenas um cidadão português que tem participado nas lutas políticas desde o início dos anos sessenta e penso que os acontecimentos nesta região irão ter repercussões sobre o nosso país. Alguém já disse que quando a Espanha espirra Portugal estremece…
A discussão nestes últimos dias face aos acontecimentos em Barcelona centra-se nas ideias de nacionalismo, legalidade e democracia.
Nacionalismo - Sempre achei que a esquerda convive mal com nacionalismos e pelo contrário luta pela união dos povos, sempre no respeito pelas diferenças.
A comparação da Catalunha com o nosso país é ridícula. Portugal já era independente séculos antes do domínio dos Filipes e a luta pela independência foi uma necessidade da burguesia em ascensão contra a aristocracia conservadora pró-Castela, além de que durou perto de 28 anos.
A legalidade e a democracia - Não sou jurista, mas todos estão de acordo que o referendo na Catalunha é ilegal segundo as leis espanholas, hoje um estado democrático.
Por um lado uma democracia deve respeitar as suas, leis votadas pelos representantes eleitos pelo povo, mas por outro lado a lei não pode ignorar as maiorias, o que parecia não existir, mas que a resposta brutal do governo Rajoy a transformou.
Face ao choque de dois nacionalismos, o catalão e o espanhol cabe aos espanhóis ultrapassar esta crise. Se necessário rever a Constituição e realizar novas eleições.
Por que é que a parte francesa da Catalunha, hoje Pirenéus ocidental, não pede a separação do estado francês e o seu sentir catalão resume-se a puro folclore?
Julgo que é por que a departamentação em França, decidida em 1790, logo após a revolução francesa, foi uma verdadeira regionalização, ao contrário do que sucedeu em Espanha.
Assistimos à exacerbação de todos os nacionalismos quer do lado catalão como do espanhol. Esperemos que o bom senso oriente os governantes e se encontre uma formula que satisfaça ambas as partes.
Quando não se acredita mais no diálogo para resolver dificuldades comuns, só restam os atos e os tristes exemplos que nos tem dado a História.
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(1) Pretendente ao trono de Espanha e exilado no Estoril durante o franquismo
(2) nos anos 50, as centrais telefónicas eram manuais e todos os telefonemas passavam por telefonistas
(3) . Ocupou o lugar de presidente do governo de Espanha de 1937 a 1939 e de Presidente do Governo da República no exílio até 1945
(4)  Segundo e último Presidente efectivo da Segunda República Espanhola
+++++Socialista e Ministro da Segunda República Espanhola



sábado, 30 de setembro de 2017




Atenção, desliguem o telemóvel!

Duas notícias aparentemente contraditórias apareceram esta semana nos media.
A primeira notícia referia que a venda da pílula contraceptiva, assim como o número de interrupções da gravidez, em Portugal,  tinham-se reduzido  no último ano; a segunda que a natalidade diminui  este ano*, depois de um ligeiro aumento em 2015 e 2016.

Não se pode deixar de considerar esses dados muito preocupantes para o equilíbrio demográfico do país, com todos os problemas económicos que irão acarretar no futuro.
Quando estava na direção do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos fui, juntamente com o Bastonário e colegas dos colégios de especialidade de neonatologia, à Comissão Parlamentar de Saúde alertar os deputados para a gravidade da situação, sem serem ainda conhecidos estes últimos dados estatísticos.

A minha opinião, contrária à de alguns colegas, foi no sentido de que se derem condições económicas aos jovens um novo baby boom poderá surgir, como aconteceu na Europa no pós-Segunda  Guerra. Claro que quando me refiro a condições económicas, não falo de um prémio de 100 euros por nascimento,  nem à oferta de fraldas e outros produtos .
No entanto, hoje penso que talvez tenha sido radical esta minha afirmação; mas estávamos em plena crise da troika.

Como médico, creio nos trabalhos científicos que apontam como causa uma diminuição de espermatozoides no homem que vive nos países mais industrializados.
Milhares de trabalhos científicos aparecem diariamente na net focando este e outros problemas e o difícil é fazer a sua triagem.

Para vossa alerta e informação vou falar-vos de um estudo norte-americano, publicado em 2014, no Central European Journal of Urology.
Esse estudo mostrou, entre outras coisas, que os homens que guardam muito tempo o telemóvel nos bolsos ou nas mãos têm problemas de ereção.
A investigação debruçou-se sobre num universo de 30 indivíduos do sexo masculino, 20 dos quais já tinham tido problemas de ereção nos últimos seis meses e os outros 10 nunca tinham tido.
Nos dois grupos, a idade, peso, altura, hábitos tabágicos e níveis de testosterona eram semelhantes. Os que tinham disfunção eréctil deixavam o telemóvel ligado (luz acesa) no bolso, em média quatro horas por dia, e os outros menos de duas horas.
Este estudo mostra que o tempo total de exposição ao telemóvel é mais importante que uma duração curta da exposição intensa durante a chamada telefónica
.
Não custa nada desliguem o telemóvel!
   
*Nascem menos 5 bebés por dia.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017


IN MEMORIAM  Abílio Mendes

O meu pai Abílio Mendes foi sem dúvida um pediatra e um pedagogo muito à frente do seu tempo
.
O fascismo conseguiu impedi-lo de trabalhar nos hospitais públicos e em todos eles - Santa Marta, Dona Estefânia e Santa Maria - exerceu sempre, sem remuneração, a sua profissão como assistente voluntário.

A sua vocação de pedagogo concretizou no consultório e nas consultas da Companhia Nacional de Electricidade, mais tarde EDP. Como gostava de dizer, quando não aceitou o lugar de deputado, pelo Partido Socialista,  para a Assembleia Constituinte,:- "propago melhor o ideal socialista, ensinando aos  pais das crianças puericultura e pediatria".

Abílio Mendes foi essencialmente um pedagogo e um precursor da nova pediatria dando especial importância ao desenvolvimento da criança, ensinando as mães, " a primeira pedagoga do mundo social",como era hábito dizer, a educar os seus filhos num ambiente afectivo.

Lembro-me que dizia aos pais que não estivessem preocupados com o aumento de peso dos filhos, como ainda hoje assistimos num autentico ranking de percentis, mas sim com o desenvolvimento cognitivo. Vale mais educar que engordar!

Muitas das suas ideias são hoje confirmadas pelo estudos das neuro ciências.

Vejamos a importância que dava ao tacto, quando escrevia no boletim da EDP,do natal de 1964 :- "..os dedos vão iniciar o registo de impressões através dos lábios, ....Prender as mãos que se lambuzam freneticamente é amputar temporariamente os membros e amputar nunca! Estas mãozinhas  que guardam na polpa dos dedos impressões multiformes nunca seriam castigadas pelos seus progenitores ou pelos carrascos sem que o homem sentisse a mais infamante culpa: mutilar a fonte de energia mais prodigiosa. Essas mãos, tornadas adultas, traduzirão do cérebro humano a espiritualização maravilhosa da matéria. De Fideas a Miguel Ângelo, de Bach a Beethoven, de Copérnico a Einstein, o mundo contempla a mais prodigiosa obra da mão que nasceu vazia com a consciência do Ser na aurora da Vida."

Contrariava o hábito de calçarem luvas aos bebes para não se arranharem na cara e de segurarem as mãos durante as refeições para não sujarem a mesa.

Recentes descobertas em neuro-pediatria afirmam que nos devemos fixar sobre o jogo de mãos do recém-nascido em vez da cara e do olhar. Os investigadores concluíram quando observaram o comportamento de crianças cegas em que os pais sofriam por não poderem comunicar. Os cientistas incitaram os pais a lerem nas mãos e não no facies do seu filho.Os sinais de interesse que esperávamos encontrar nos olhos estão presentes e lisiveis quando dissociamos os olhos das mãos.
A tendência é fixar-se  na face e olhar dos bebés




No centro clínico da EDP com a enfermeira Edite Cardoso Pires

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Breves 2


Esta foi uma semana de assinaturas.


Já está!! Após inúmeras reuniões a AMPDS- Associação Médica Pelo Direito à Saúde já tem reconhecimento jurídico.

Agora vamos ao trabalho. Esta associação tem como um dos objectivos promover debates e acções na defesa do direito constitucional à saúde.

O direito à saúde para todos os cidadãos passa inevitavelmente pela defesa do Serviço Nacional de Saúde Constitucional universal e gratuito.