quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Felizmente há SNS


Felizmente há SERVIÇO NACIONAL DE SAUDE


Uma das grandes conquistas do 25 de Abril e do Estado Social é o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Apesar dos ataques constantes das forças neoconservadoras, ele aguenta, aguenta, aguenta! (parafraseando o banqueiro Ulrich).

O SNS tem sido o melhor e mais efetivo garante da equidade em saúde, mesmo com a instauração e aumento dos co - pagamentos, vulgo taxas moderadoras, agora exigidos e aumentados.

Como já escrevi, várias vezes, o mercado não consegue garantir um equilíbrio de oferta e procura dos serviços médicos sem produzir a exclusão. O exemplo mais flagrante é o sistema adoptado nos Estados Unidos que apesar da reforma tímida de Obama, a chamada Obamacare, exclui do seu sistema de saúde mais de 48 milhões de norte-americanos.

Quando escrevia este post, um amigo enviou-me por mail a carta/desabafo do colega neurologista de Coimbra Carlos Manuel Costa Leite, publicada em <http://www.facebook.com/c.m.costa.almeida>

A carta relata, pormenorizadamente, a assistência prestada nos hospitais do SNS, em Coimbra, a um cidadão britânico, a residir temporariamente em Portugal, que teve um acidente vascular cerebral. A melhor assistência foi prestada e o doente teve alta. Contudo, durante os exames efectuados, foi-lhe detetada uma estenose significativa da carótida esquerda. O médico propôs a intervenção cirúrgica e perguntou-lhe se preferia ser operado em Inglaterra, sua terra natal.

Ele respondeu:“ Doutor, eu tive um AVC e ao fim de meia hora estava a ser tratado...No meu país isto não seria possível!...É neste hospital que eu quero ser operado”.

E assim foi, tudo correu bem e não estavam lá as câmaras das televisões. Evidentemente, não se tratava do Eusébio, nem o Hospital era privado.

Quando se despediu disse: ”(…) You know, if I lived in my country I would be dead know. Portugal saved my life. Obrigado”.

Casos como este existem vários, como o transplante hepático realizado ao realizador de cinema chileno Raul Ruiz, pela equipa do Dr. Eduardo Barroso no hospital Curry Cabral, com sucesso. O transplante tinha sido recusado em França, país onde vivia, por já ter 69 anos (o que pretendem agora impor em Portugal, vidê parecer da Comissão Nacional de Ética Para as Ciências da Vida). Infelizmente, o cineasta veio a falecer mais tarde num hospital francês devido a uma bactéria hospitalar, resistente aos antibióticos. Mas foi devido ao transplante efectuado em Portugal, que Raul Ruiz quase terminou a obra de arte que tinha em mãos, o filme “As linhas de Wellington”.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jacques Brel - Ne me quitte pas - Paroles (Lyrics)



UTE LEMPER TAMBÉM CANTOU ESTA LINDÍSSIMA CANÇÃO DE AMOR DE JACQUES BREL. MAS PREFIRO A INTERPRETAÇÃO DO PRÓPRIO

Ute Lemper (lista de reprodução)




MAIS UMA VEZ OUVI ESTA DIVA NO AUDITÓRIO DA GULBENKIAN NO ULTIMO SÁBADO
FANTASTICO

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

INTOXICAÇÃO POR COGUMELOS



O mês de Novembro, devido ás suas condições climatéricas, é propicio à apanha de cogumelos. Neste, como em muitos casos, a sabedoria popular não é suficiente e todos os anos lemos nos jornais casos de famílias inteiras mortas por intoxicação quando almoçavam um apetitoso prato de cogumelos. O Amanita phaloides é o fungo mais mortal e nos poucos casos de sobrevivência, devido à sua acção hepatotóxica, necessitam de transplantes hepáticos.
Os especialistas dizem que este cogumelo é muito difícil de distinguir dos comestíveis.
No exercício da minha profissão assisti a vários casos de famílias inteiras intoxicadas e raramente, talvez um único caso, sobreviveu uma criança após transplante hepático.
A estatísticas fiáveis de mortalidade por intoxicação de cogumelos em Portugal não existem.
Em França, já foram declarados 664 casos de intoxicação, dos quais 3 mortais, somente nestas ultimas 3 semanas. A DGS francesa enumerou num comunicado regras elementares que devem ser respeitadas: - uma das quais, em caso duvida abster-se-.
Na Suiça este mês de Novembro, é também pretexto para grandes caminhadas em família na floresta, a apanha de cogumelos.
Um amigo português oriundo de Trás- os- Montes, que vivia em Genebra, resolveu, um Domingo dar um passeio com a  família à procura dos cogumelos. Quando regressou à cidade, dirigiu-se a um posto de policia, na Suiça durante estes meses havia em determinadas esquadras especialistas  na matéria, para seu espanto todos os cogumelos foram para o lixo, eram venenosos.
Em França são as farmácias ou as sociedades de micologia das regiões que fazem este trabalho. Em Portugal não tenho conhecimento de nada semelhante e custava tão pouco e quantos ganhos em Saúde, como se costuma dizer agora.
Alerta! Em caso de intoxicação, cujo os primeiros sintomas ( vertigens, tremores, náuseas e vómitos) que se manifestam nas primeiras doze horas após a ingestão, telefonar de imediato ao centro antiveneno ou ao 112 e especificar a ingurgitação de cogumelos, devendo guardar um espécimen para mostrar à equipa médica. Contudo, a prevenção é sempre o melhor remédio.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Obama reeleito


Ufa! Obama foi eleito!


Reeleito, fundamentalmente, à custa dos votos dos latinos, dos afro americanos ( 9 em 10), das mulheres e dos jovens.

Muitos esqueceram que a grande maioria das propostas do Presidente não foram cumpridas. Por exemplo:- a famosa reforma dos cuidados de saúde, chamada a "Obamacare", ficou muito aquém do prometido.Apesar da timidez da mini reforma, o numero de  americanos sem qualquer tipo de assistência médica diminui, passando de 50 milhões para cerca de 48 milhões.

Obama, venceu as eleições sem margem para dúvidas, apesar do complicado sistema americano,
obteve aproximadamente 60.367.913 votos  contra 57.573.527 de Rommey e isto antes de se apurarem os votos da Florida.
Para estes resultados, muito ajudou o candidato republicano com um discurso neoconservador, com a defesa dos multimilionários e do movimento de extrema direita, Tea Party.
O derrotado foi, portanto, a economia de mercado e o capitalismo selvagem financeiro.
Obama é o terceiro Presidente democrata a ser reeleito, depois de Bill Clinton e Roosevelt e como este último, não foi prejudicado por um  país em plena crise. Muitas palavras de ordem de Franklin Delano Roosevelt foram utilizadas por Obama, nesta campanha, a palavra Forward é extraída dos discursos deste Presidente, antes de 1933, no livro Looking Forward.
Esperemos que Obama relance a mesma politica que Roosevelt aplicou para fazer com que a  América saísse de uma  crise profunda, com crescimento económico, inversão da politica bélica e  bem estar social.
Temo, que a eleição do Imperador Obama não se reflicta imediatamente na Europa. A sua preocupação vai ser, seguramente a China e a América Latina

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

INCÊNDIOS FLORESTAIS




Saiu, do baú de memórias, este artigo, publicado no jornal "o diário", de 5/9/86, que continua muito actual.
Lino Teixeira, engenheiro silvicultor, que os meus seguidores conhecem como meu tio, alerta os poderes públicos pela necessidade de formação daqueles que combatem os incêndios florestais.
Esta, tem sido a sina do nosso país, os governantes a cederam aos lobies estabelecidos. Neste caso o dos bombeiros, desdenhando o parecer dos seus técnicos. Como se lê no texto: "... 1978, altura em que, mercê de um acordo firmado entre representantes do MAI, do MAP e dos bombeiros, se entendeu que todas as responsabilidades deveriam recair inteiras sobre as corporações de bombeiros locais, ....Aos técnicos e restante pessoal florestal ficou cometido somente a detecção dos sinistros, mesmo para as matas do Estado". E, assim se deitou para o lixo, anos e anos de experiência de combate aos incêndios florestais.
E termina o artigo, com este período: " Os bombeiros que morreram em Águeda  e em Armamar e os que ainda poderão vir a morrer não se sabe quando nem onde, são vitimas da incompetência dos que a alto nível dirigem a luta contra os incêndios florestais em Portugal.  
Acrescento e quanto dinheiro esbanjado em meios aéreos, com o resultado que infelizmente conhecemos todos os anos. Depois digam que o Estado não é bom gestor.